NOTA: 2,5/10
Fui assistir ao filme “A Cabana” portando apenas as seguintes informações: era baseado num best-seller mundial; tinha bons atores (Sam Worthington, Octavia Spencer); e uma sinopse interessante:
“Um homem vive atormentado após perder a sua filha mais nova, cujo corpo nunca foi encontrado, mas sinais de que ela teria sido violentada e assassinada são encontrados em uma cabana nas montanhas. Anos depois da tragédia, ele recebe um chamado misterioso para retornar a esse local, onde ele vai receber uma lição de vida.”
Pensei, na minha ingenuidade, que se tratava de um filme de suspense. Não poderia estar mais enganado.
O que se seguiu foram duas horas de proselitismo religioso do tipo mais banal possível. Mack (Sam Worthington) é um pai de três filhos que passa por uma tragédia familiar, como descrito na sinopse. Apesar de algumas referências religiosas logo nos primeiros 10 minutos de filme, segui assistindo, acreditando que essa era apenas uma característica dos personagens. Quando o protagonista chega até a cabana onde o crime ocorreu, depois de receber o misterioso convite, o filme vai ralo abaixo. Aliás, depois disso, mal podemos falar de um “filme”.
O que se passa na hora e meia seguinte são cenas do personagem com a santíssima trindade do cristianismo numa casa de campo. Sim, o ator fica interagindo com Deus Pai / Papai (Octávia Spencer); um ator de traços árabes vestindo jeans, que seria Jesus; e uma moça oriental que representa o Espírito Santo. Uma sequência de cenas de autoajuda com mensagens positivas de que “Deus ama todos os seus filhos”, “É preciso perdoar o próximo que nos fez mal” (no caso, assassinar a filha criança do personagem), “Deus está sempre conosco” etc. Octavia Spencer é o destaque do elenco. Mas mesmo sendo a excepcional atriz que é, não consegue fazer muito com o texto, que é clichê até não poder mais.
Não sou uma pessoa religiosa – e claramente não sou o público-alvo do filme. Mas eu já assisti a filmes com enredo religioso e gostei. Acredito que “A Cabana” seria um filme monótono até para os cristãos. Há momentos simplesmente de revirar olhos de tão cansativos. Depois que o personagem encontra a santíssima trindade, o filme não tem mais narrativa, são apenas sessões e mais sessões de aconselhamento espiritual com uma versão light do cristianismo, segundo a qual Deus é só amor.
“A Cabana” não tem só momentos ruins. A música apelativa funciona em certos momentos, como no reencontro de Mack com a filha assassinada. Também há uma fotografia bonita em certas partes, com fundos de lagos, montanhas e florestas. O protagonista foi minimamente bem construído, e o espectador é levado a se importar com ele. Octavia Spencer consegue manter o carisma mesmo numa história batida. Mas todos os outros personagens – Jesus, Sarayo (que é como chamam o Espírito Santo), a esposa, os outros filhos e o amigo de Mack – são completamente unidimensionais.
No geral, foi muito entediante e eu queria que o filme terminasse o mais rápido possível. Acredito que “A Cabana” vai agradar aos que forem interessados em uma mensagem religiosa, espiritual ou de autoajuda. Mas do ponto de vista cinematográfico, foi um imenso desastre sem narrativa e cheio de clichês, do começo ao fim. Por outro lado, parabéns para quem escreveu a sinopse, porque foi mais interessante que o filme em si.
O que se passa na hora e meia seguinte são cenas do personagem com a santíssima trindade do cristianismo numa casa de campo. Sim, o ator fica interagindo com Deus Pai / Papai (Octávia Spencer); um ator de traços árabes vestindo jeans, que seria Jesus; e uma moça oriental que representa o Espírito Santo. Uma sequência de cenas de autoajuda com mensagens positivas de que “Deus ama todos os seus filhos”, “É preciso perdoar o próximo que nos fez mal” (no caso, assassinar a filha criança do personagem), “Deus está sempre conosco” etc. Octavia Spencer é o destaque do elenco. Mas mesmo sendo a excepcional atriz que é, não consegue fazer muito com o texto, que é clichê até não poder mais.
Não sou uma pessoa religiosa – e claramente não sou o público-alvo do filme. Mas eu já assisti a filmes com enredo religioso e gostei. Acredito que “A Cabana” seria um filme monótono até para os cristãos. Há momentos simplesmente de revirar olhos de tão cansativos. Depois que o personagem encontra a santíssima trindade, o filme não tem mais narrativa, são apenas sessões e mais sessões de aconselhamento espiritual com uma versão light do cristianismo, segundo a qual Deus é só amor.
“A Cabana” não tem só momentos ruins. A música apelativa funciona em certos momentos, como no reencontro de Mack com a filha assassinada. Também há uma fotografia bonita em certas partes, com fundos de lagos, montanhas e florestas. O protagonista foi minimamente bem construído, e o espectador é levado a se importar com ele. Octavia Spencer consegue manter o carisma mesmo numa história batida. Mas todos os outros personagens – Jesus, Sarayo (que é como chamam o Espírito Santo), a esposa, os outros filhos e o amigo de Mack – são completamente unidimensionais.
No geral, foi muito entediante e eu queria que o filme terminasse o mais rápido possível. Acredito que “A Cabana” vai agradar aos que forem interessados em uma mensagem religiosa, espiritual ou de autoajuda. Mas do ponto de vista cinematográfico, foi um imenso desastre sem narrativa e cheio de clichês, do começo ao fim. Por outro lado, parabéns para quem escreveu a sinopse, porque foi mais interessante que o filme em si.
